João e Maria - Era uma vez o João e a Maria. O João era o Gerente Operacional e de Marketing e a Maria a Gerente Administrativo-Financeira da empresa. Estrutura muito comum em empreendimentos de pequeno e médio porte.
Ambos tinham boa formação acadêmica, alguns anos de experiência, eram dedicados, tinham o respeito dos proprietários do empreendimento e dos colaboradores, mas havia um problema bastante sério - eles pouco se comunicavam.
O João como Gerente Operacional, contratava extras, oferecia participação em resultados, comprava equipamentos, enxovais e utensílios. fazia manutenções fora de hora (que por consequência ficavam muito caras), reduzia tarifas, aumentava valor de pacotes, dividia os fechamentos de conta em várias vezes no cartão, faturava para agências e operadoras, negociava com clubes de descontos (compras coletivas), oferecia cortesias e negociava permutas, mudava de fornecedores, alterava cardápios, etc. O João estava sempre envolvido com os hóspedes, tinha horário para entrar no empreendimento mas não para sair, era altamente orientado à satisfação dos clientes , mas nem sempre aos resultados financeiros do empreendimento.
A Maria, por sua vez liberava adiantamentos de salário fora de datas, fazia compras sempre dos mesmos fornecedores, controlava pouco os estoques, horários, folgas, não negociava com os bancos e cartões de crédito, taxas de administração, de antecipação. Os demonstrativos do mês apareciam semanas após o último dia fiscal, cálculos de ponto de equilíbrio eram um problema, organização de custos fixos e variáveis uma "novela". Seu horário era rígido(finais de semana e feriados não passava nem perto da empresa), pouco se relacionava com hóspedes, e basicamente sua meta era que os números "batessem" e o empreendimento à qualquer custo desse resultado.
Não, caros amigos...não estou dizendo que oferecer participação em resultados para colaboradores, cortesias ou permutas está errado, ou não deve ser uma prática de gestão, muito pelo contrário. Tão pouco que fazer compras dos mesmos fornecedores seja um problema (desde que eles tenham os melhores preços, qualidade de produtos, etc.), dentre outros aspectos citados nos dois parágrafos acima.
Estou me referindo à que estas duas figuras mais que fundamentais para a gestão de um empreendimento se comuniquem, que utilizem sistemas informatizados integrados, que façam agendas semanais, briefngs diários, definam metas conjuntas, programem a apresentação de demonstrativos, planejem manutenções preventivas, benfeitorias, férias, geração de estoques, definam de maneira conjunta tarifários e listas de preços, comissões, descontos, etc.
O trabalho vai fluir muito mais e o stress vai ser mil vezes menor, os clientes e hóspedes direta ou indiretamente vão sentir reflexos, colaboradores mais ainda, e certamente os empreendedores vão agradecer pelo melhor resultado resultado financeiro e operacional.
Eduardo Faraco - www.faracoconsultoria.com.br e http://opousadeiro.blogspot.com.br